GPP

Para começar um GPP entendo necessário haver pelo menos duas ou mais pessoas interessadas.
Elas se reunem, oram juntas e refletem sobre a vocação e a missão dos
leigos na igreja e no mundo (christifidelis laici) e o texto-base do
GPP.
Conversam com a coordenação local da RCC e partilham suas idéias.
Divulgam o GPP por meio de cartazes, encontro, mala direta, convites pessoais etc.
A primeira etapa dos encontros visa instruir sobre o que é o GPP e formar comunidade.
Desde os primeiros momentos, a identidade carismática deve estar
presente: oração, louvor, batismo no Espirito Santo, alegria,
acolhimento. É muito importante a escuta das pessoas, deixar que elas
falem de suas necessidades, angústias, vivências, procuras.
É a partir dessas necessidades que o grupo vai estruturar sua caminhada.
Se as pessoas tem pouca caminhada de RCC, é bom fazer um seminário de
vida no espirito santo. Se já tem uma caminhada, o alimento pode ser
mais profundo. Veja que a formação não deve se restringir à dimensão
intelectual, mas também emocional e para os desafios concretos
vivenciados no cotidiano.
Assim, pode-se começar com o estudo
do catecismo da igreja, num encontro; um momento de partilha, no outro; a
leitura em conjunto de um Evangelho ou outra parte da Escritura; a
vivência do Retiro quaresmal do Dom Taveira ou outra obra de exercícios
espirituais; intercalados com formações sobre orçamento doméstico,
empreendedorismo, sexualidade e afetividade, orações de cura interior
etc e momentos de avaliação e planejamento da caminhada.
Outro
aspecto importante da formação, é capacitar os membros do GPP a se
tornarem pastores e líderes de outros GPPs. Assim, num primeiro núcleo
de seis membros poderiam resultar em pastores para outros seis GPPs. O
pastor não teria que necessariamente participar do novo GPP mas auxiliar
no seu processo de formação até que ele caminhe com suas próprias
pernas.
Com o tempo, haveria uma espécie de conselho de líderes
de GPP local que organizaria as ações e o crescimento dos grupos
naquela região.
O GPP não deve se fechar em si. Há o projeto primeiro de maio, por
exemplo, e , segundo a caracteristica de seus membros ele pode promover
palestras na comunidade e na sociedade sobre diversos temas (política,
cidadania, familia, profissão etc), ajudar na Cáritas e outros projetos
sociais de cunho paroquial ou diocesano; apoiar o CRAS local ou alguma
entidade assistencial católica, a catequese, a pastoral social etc.
São muito importantes também os momentos de lazer e convivência e de
apoio mútuo em situações de enfermidade, crise financeira ou existencial
ou morte em família.[...]
Por Leandro Costa- MUR/GPP-SP
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